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Dia Mundial dos Oceanos

por Mäyjo, em 08.06.19

Coral.jpg

Para comemorar hoje o Dia Mundial dos Oceanos, apresentamos esta imagem aérea de recifes de coral fluorescentes ao largo da costa da Nova Caledónia - uma ilha francesa no Pacífico Sul.

Esta imagem do documentário “Chasing Coral” retrata um fenómeno raro e belo, mas trágico, que certos recifes experimentam antes da morte, em resposta ao excesso de exposição ao sol e à elevação da temperatura do oceano.

Recifes como este estão desaparecendo nos eventos massivos de branqueamento de corais em todo o mundo. De facto, a partir de 2016, mais da metade dos recifes de coral da Terra foram perdidos. No entanto, existem coisas que podemos fazer para dar voz aos corais e proteger nossos oceanos - para saber mais, visite @chasingcoral no Instagram e clique no link da sua biografia.

 

Fonte da imagem: Netflix & Chasing Coral

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publicado às 02:12

Apelo das “Pessoas pelo Clima”

por Mäyjo, em 29.04.19
«Famílias afetadas pelas alterações climáticas exigem que as alterações climáticas sejam a prioridade sobre o futuro da Europa, a discutir na Cimeira de Sibiu, Roménia a 9 de maio.

A Cimeira de Sibiu, que se realiza no próximo dia 9 de maio, na Roménia, é mais uma oportunidade para os Chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) assumirem a ação climática como uma das prioridades na discussão sobre o futuro da Europa, reforçando a sua liderança para intensificar a ação climática  em antecipação à Cimeira organizada pelo Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que irá decorrer em setembro.


As famílias envolvidas na ação judicial “Pessoas pelo Clima” (People´s Climate Case, em inglês), incluindo três portuguesas, reforçam os argumentos de que as alterações climáticas já estão a afetar hoje os cidadãos europeus, pelo que urge aumentar a ação climática.»
Fonte:  ZERO 
 

«Carta dos demandantes do caso legal “Pessoas pelo Clima” aos decisores políticos da União Europeia

Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu
Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia
António Costa, primeiro-ministro de Portugal

Exmos. Senhores presidentes da União Europeia,
Exmo. Senhor primeiro-ministro de Portugal,

Lisboa, 23 de abril de 2019

Estamos a escrever esta carta em nome de todos os europeus afetados pelas alterações climáticas. Somos agricultores, pastores, silvicultores, proprietários de hotéis e restaurantes e estudantes. Somos provenientes de diferentes países da Europa: Suécia, Portugal, França, Itália, Alemanha e Roménia. A única coisa que nos une é a nossa vulnerabilidade às alterações climáticas.

Armando viu parte significativa da floresta das suas propriedades ser destruída nos incêndios florestais que ocorreram em Portugal, em 2017. Ele dedicou mais de 20 anos da sua vida à gestão e proteção de uma floresta biodiversa.

Alfredo gere uma cooperativa agrícola, onde conjuntamente com 35 famílias, uma das quais a de Joaquim, praticam agricultura em modo de produção biológico. Eles sabem que, num cenário de alterações climáticas acima do limiar de 1,5º C, poderão ter de abandonar esta atividade, por incapacidade do sistema agroflorestal se adaptar ao aumento de temperatura e aos períodos de seca.

Sanna é uma jovem sueca de 23 anos, herdeira das renas de Saami e representa a Associação Juvenil Saami. Devido às alterações imprevistas no clima da região, a sua comunidade deixou de poder contar com o conhecimento indígena tradicional. O stress mental causado pela imprevisibilidade climática que afeta o seu modo de vida e a subsistência da comunidade resultou em elevadas taxas de suicídio entre os mais jovens.

Maurice, um agricultor especializado no cultivo de lavanda, perdeu 44% do seu rendimento nos últimos seis anos devido a períodos de seca consecutivos no sul de França.

Maike and Michael trabalharam ao longo de 20 anos para construir, a partir do zero, um negócio familiar com um hotel e restaurante na sua cidade natal de Langeoog, na Alemanha, e correm agora o risco de perder tudo devido ao aumento do nível do Mar do Norte.

Petru é agricultor nas montanhas dos Cárpatos na Roménia e testemunha como as alterações climáticas estão a afetar os recursos hídricos na sua região. Ele enfrenta um sério risco de perder as terras agrícolas da família devido aos períodos de seca e falta de água na região.

A família de Ildebrando está no negócio da apicultura em Portugal há décadas. As alterações na estação de floração e o clima cada vez mais quente começaram a dizimar as colmeias e a sua família perdeu 60% da sua produção em 2017.

A família de Giorgio produz localmente produtos biológicos e administra uma pequena pousada nos Alpes italianos que depende das famosas condições de escalada nas montanhas existentes na região. As alterações na temperatura estão a tornar a escalada cada vez mais perigosa e a afetar a receita das famílias daquela região alpina.

Em maio de 2018, juntamente com os nossos filhos e a Associação de Jovens Saami na Suécia, iniciámos uma ação judicial contra a União Europeia (UE) no Tribunal Europeu de Justiça devido à inadequada meta climática da UE para 2030. Defendemos que a atual meta climática da UE para 2030 – que visa reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em pelo menos 40%, por comparação com os níveis de 1990 – é inadequada em relação à necessidade real de prevenir as consequências resultantes das alterações climáticas, e longe do necessário para proteger os nossos direitos fundamentais de vida, saúde, ocupação e propriedade.

Desde então, as instituições europeias concordaram repetidamente com a nossa reivindicação. O Parlamento Europeu votou duas resoluções, apelando para um aumento da meta climática da UE para 2030, de 40% para 55%. A estratégia de longo prazo apresentada pela Comissão Europeia reconheceu que o atual objetivo climático da UE não está em conformidade com o objetivo do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura em 1,5ºC. Estes sucessivos reconhecimentos da falta de ambição climática para 2030 provam que estamos certos em exigir metas climáticas mais ambiciosas dos políticos europeus. Melhores políticas e mais ação climática são a única forma de proteger os nossos direitos e criar um futuro melhor para todos nós.

A 9 de maio, V. Exas. irão reunir com os Chefes de Estado e de Governo dos 28 Estados-membros da UE para discutir o futuro da Europa.

Vimos apelar a V. Exas. e aos Chefes de Estado e de Governo que coloquem a ação climática no centro deste debate e o compromisso de limitar o aumento global da temperatura do planeta em 1,5ºC.

Enquanto cidadãos Europeus, o nosso futuro depende do futuro da Europa.

Alfredo Sendim, agricultor, Portugal
Armando Carvalho, proprietário de terrenos florestais, Portugal
Giorgio Elter, agricultor e proprietário de uma pousada, Itália
Ildebrando Conceição, apicultor, Portugal
Joaquim Caixeiro, agricultor, Portugal
Maike e Michael Recktenwald, proprietários de hotel e restaurante, Alemanha
Maurice e Renaud Feschet, agricultores, França
Sanna Vannar, presidente de Sáminuorra, Suécia (em nome da juventude Saami)
Vlad Petru, agricultor e pastor, Roménia»

Fonte:  ZERO / Carta integral em:  https://bit.ly/2DqrPfo  (e Público)

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publicado às 08:03

Ajam como se a casa estivesse a arder (Greta Thunberg)

por Mäyjo, em 18.04.19

O meu nome é Greta Thunberg, venho da Suécia e quero que entrem em pânico. Quero que ajam como se a casa estivesse a arder.

...
Ontem o mundo assistiu, com desespero e grande tristeza, a Notre Dame a arder em Paris.Alguns edifícios são mais que edifícios. Mas Notre Dame será reconstruída.
...
A nossa casa está se desmoronando e os nossos líderes precisam começar a agir de acordo. Porque no momento, eles não estão!
...
As eleições da UE estão a chegar.

E muitos de nós que serão mais afetados por esta crise, pessoas como eu, não têm direito a votar.
..
E é por isso que milhões de crianças estão nas ruas com a greve à escola para chamar a atenção para a crise climática.

Vocês precisam nos ouvir, nós que não podemos votar.

Vocês precisam votar por  nós, pelos seus filhos e netos.

O que estamos a fazer agora em breve não poderá mais ser desfeito.

Nesta eleição vocês votam para as futuras condições de vida para a humanidade.
...
Nossa casa está a cair aos pedaços.
O futuro, assim como o que conquistamos no passado, está literalmente em vossas mãos agora.
Mas ainda não é tarde para agir.
Será necessária uma visão de longo alcance.
Será preciso coragem.
Será preciso determinação feroz para agir agora, para estabelecer as fundações quando ainda  não sabemos como vai ser o telhado.

Por outras palavras, será necessário pensamento “catedral”.

Peço que vocês, por favor, acordem e façam as mudanças necessárias.
Fazer o vosso melhor já não é o suficiente.
Todos nós devemos fazer o que parece impossível.
E tudo bem se você se recusar a me ouvir.
Afinal, eu sou apenas uma estudante de 16 anos da Suécia.
Mas vocês não podem ignorar os cientistas ou a ciência.
Ou os milhões de crianças em greve que estão clamando pelo direito a um futuro.
Eu imploro, por favor, não falhem nisto.»

Palavras de Greta Thunberg (16 anos) dirigidas ao Parlamento Europeu, no dia 16 de abril de 2019, conforme vídeo abaixo.




«Greta Thunberg, ativista climática sueca de 16 anos, fez um apelo apaixonado ao planeta no Parlamento Europeu na terça-feira (16 de abril), exortando os deputados a "começarem a entrar em pânico com a mudança climática" em vez de "perder tempo discutindo Brexit" .

Noutro discurso impressionante, aos membros da UE, desta vez em frente à comissão de meio ambiente do Parlamento, Thunberg disse aos deputados que “eu quero que vocês ajam como se a vossa casa estivesse em chamas. Eu quero que entrem em pânico".

A ativista reconheceu que: "algumas fações não me querem aqui hoje porque elas não querem falar sobre o colapso climático", mas reiterou que "está tudo bem se me ignorarem, mas não podem ignorar a ciência".

Traçando paralelos com o trágico inferno da noite de segunda-feira que varreu o telhado da catedral de Notre-Dame, em Paris, Thunberg esperava que "as fundações de nossa civilização fossem ainda mais fortes que as de Notre-Dame. Temo que não sejam."

Ela acrescentou que "se a casa estivesse a desmoronar-se, vocês não perderiam tempo discutindo sobre o Brexit" e que "mudanças permanentes e sem precedentes" são necessárias, incluindo garantir que as emissões sejam cortadas em pelo menos 50% até 2030. A meta atual é 40%.»

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=14w8WC1I3S4

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publicado às 10:46

A Hora do Planeta

por Mäyjo, em 28.03.19

20363.jpg

 

A Hora do Planeta, evento histórico da WWF, é um movimento global que une milhões de pessoas em todo o mundo para mostrarem o seu compromisso com o planeta.
 
Dia 30 de março das 20:30 às 21:30, apaga a luz e liga-te ao planeta.
Tens muitas razões para o fazer!
 
Junta-te ao evento oficial que decorre em Lisboa.
Este ano vai haver uma Pedalada e uma Caminhada entre a Torre de Belém e o Terreiro do Paço.
Sabe mais informações no site www.horadoplaneta.pt
 
COMO PODES PARTICIPAR?
 

Apaga: No dia 30 de Março, entre as 20:30 e as 21.30, apaga as luzes da tua casa.

Divulga: Dá força a esta campanha e divulga o evento nas redes sociais.

Muda: A Hora do Planeta é só um começo há pequenos gestos no dia-a-dia que farão muito pelo Planeta.

 

 

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publicado às 15:53

Greve estudantil pelo clima - 15 de março

por Mäyjo, em 04.03.19

 

 
Não é que queira fazer apelo à greve, mas penso que é importante divulgar e mostrar o que uma só pessoa consegue fazer quando se mobiliza. Apesar de Greta Thunberg dizer que o que precisamos não é de esperança, mas de ação, esta jovem corajosa fez-me acreditar e voltar a ter esperança na humanidade e mais concretamente na juventude!
 
Imagem obtida aqui
No vídeo abaixo, numa imperdível palestra TED, ela fala com uma sabedoria que ultrapassa em muito a de cientistas, jornalistas, políticos e cidadãos comuns, e mesmo de filósofos e  pensadores. 
 
As alterações climáticas ameaçam o seu futuro e de todos os jovens e crianças nascidos e por nascer. E talvez também o daqueles que hoje são adultos como eu... 

Mas ninguém leva a sério, sobretudo os políticos que deviam ser responsabilizados por inação!
 
Greta, com apenas 15 anos, começou  uma greve às aulas em agosto de 2018 para exigir políticas sérias no combate às alterações climáticas.

A partir daí, um movimento mundial está a ser gerado pelos jovens para exigir aos políticos medidas fortes que travem as alterações climáticas e protejam as gerações futuras. 

School strike for climate é um movimento de jovens estudantes, que por todo o mundo começam a manifestar-se fazendo greve às aulas, para exigir mudança e ação, inspirados em Greta! Em Portugal também (ver site aqui e respetivo Manifesto).


São já muitas as cidades portuguesas em que os estudantes se preparam para fazer greve no dia 15 de março às 10h30 (Arouca, Braga, Funchal, Chaves, Coimbra, Leiria, Faial, Faro, Lisboa, Santarém, Tomar, Porto, Setúbal, Santa Maria, Reguengos de Monsaraz, Évora, Vila Real, Ponte da Barca), mas muitas mais ainda se irão juntar, certamente.
 
«O movimento estudantil internacional #SchoolStrike4Climate e #FridaysForFuture, que conta já com vários países e inúmeras greves, convocou uma greve internacional pelo clima para dia 15 de março.
 
Os estudantes portugueses, vão participar!
 
O objetivo é chamar à atenção das entidades governamentais, neste caso o governo de Portugal, para a urgência que enfrentamos.
 
Exigimos ao governo que faça da resolução da crise climática a sua prioridade, cumprindo com seriedade o Acordo de Paris e as metas ambientais estabelecidas pela União Europeia.
 
Chega de comprometerem de forma egoísta o nosso futuro na Terra. 
 
Assim, surge, por todo a internet, convites para todos, estudantes ou não, se juntarem a esta causa tão importante.
 
Manifesta-te e #FazPeloClima
 
 


Força, jovens! Exijam o vosso futuro!





«A única coisa que precisamos mais do que esperança é a ação. Quando começarmos a agir, a esperança estará em toda a parte. Em vez e procurar a esperança, procura a ação. Então, e só então, a esperança virá.
Hoje, usamos 100 milhões de barris de petróleo por dia.
Não há políticas para mudar isso.
Não há regras para manter esse petróleo no solo.
Portanto, não podemos mudar o mundo a jogar pelas regras, porque as regras precisam de ser mudadas.
Tudo precisa de mudar, e tem de ser hoje!»
Greta Thunberg, do vídeo.
 

 

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publicado às 14:26

"Estais a roubar-nos o futuro"

por Mäyjo, em 19.12.18
«O meu nome é Greta Thunberg, tenho 15 anos e sou da Suécia. Falo em nome da Climate Justice Now.
 
Muitas pessoas dizem que a Suécia é apenas um país pequeno e não importa o que fazemos. Mas aprendi que nunca somos pequenos demais para fazer a diferença. E se algumas crianças puderam obter manchetes em todo o mundo apenas por não irem à escola, imaginem o que todos nós poderíamos fazer juntos se realmente quiséssemos.
 
Mas para fazer isso, temos que falar claramente, não importa o quão desconfortável isso possa ser. Vós só falais de crescimento económico verde eterno porque estais com muito medo de ser impopulares. Vós só falais em seguir em frente com as mesmas más ideias que nos meteram nesta confusão, mesmo quando a única coisa sensata a fazer é puxar o travão de emergência. Vós não tendes maturidade suficiente para assumir como as coisas estão realmente. Até esse fardo vós deixais para nós, crianças.
 
Mas eu não me importo de ser popular ou não. Eu preocupo-me com a justiça climática e com o planeta vivo. A nossa civilização está a ser sacrificada para que um número muito reduzido de pessoas continuem a ganhar enormes quantias de dinheiro. A nossa biosfera está a ser sacrificada para que pessoas ricas em países como o meu possam viver em luxo. São os sofrimentos de muitos que pagam pelos luxos de poucos.
 
No ano de 2078, celebrarei meu 75º aniversário. Se eu tiver filhos, talvez eles passem esse dia comigo. Talvez eles me perguntem sobre vós. Talvez eles perguntem por que vós não fizestes nada enquanto ainda havia tempo para agir. Vós dizeis que amais vossos filhos acima de tudo, e mesmo assim estais a roubar o futuro deles diante de seus próprios olhos.
 
Até vós começardes a focar-vos no que precisa ser feito e não no que é politicamente possível, não há esperança. Não podemos resolver uma crise sem tratá-la como uma crise. Precisamos de manter os combustíveis fósseis no solo e precisamos de nos concentrar na equidade. E se as soluções dentro do sistema são impossíveis de encontrar, então talvez devêssemos mudar o sistema.

 

Nós não viemos aqui para pedir aos líderes mundiais que se importem. Vós ignoraste-nos no passado e voltareis a ignorar-nos. Já não há desculpas e estamos a ficar sem tempo. Nós viemos aqui para que fiqueis a saber que a mudança está a chegar, quer gosteis ou não. O poder real pertence ao povo.  Obrigada. »


Este foi o discurso lúcido e corajoso da jovem  Greta Thunberg na COP 24, em Katwice, Polónia, no dia 12 de dezembro de 2018.  (tradução livre)

Nada a acrescentar!
 

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publicado às 08:47

O Ártico a "torrar" e a Europa a "tremer" de frio

por Mäyjo, em 28.02.18

Imagem1.png

Enquanto a Europa treme de frio, o Polo Norte conhece um pico de calor com temperaturas 30 graus centígrados (ºC) acima da normal para a época, um fenómeno excecional que ocorre em contexto de aquecimento do Ártico.

O termómetro atingiu os 35ºC negativos em algumas regiões do centro da Federação Russa no domingo, 12ºC negativos na Polónia ou ainda 10ºC negativos no leste da França.

Nos últimos quatro dias, pelo menos 20 pessoas morreram na sequência da vaga de frio siberiano que se abateu sobre a Europa.

Durante este tempo, o Polo Norte, mergulhado na escuridão permanente da noite polar, registava temperaturas positivas graças a vagas de ar ameno.

Existe "uma situação de bloqueio anticiclónico no norte da Escandinávia (...) com uma subida de ar ameno da Islândia para o Polo Norte de um lado e o anticiclone do outro, descida de ar frio do Ural e da Rússia ocidental para a Europa ocidental", disse à agência AFP um meteorologista da Meteo-France, Etienne Kapikian.

Em resultado, "estima-se que ao nível do Polo Norte estão zero graus", indicou Kapikian, segundo estimativas feitas com modelização, porque não há estação meteorológica instalada no local.

Mais quente na Gronelândia do que em Bragança

Para ter uma medida mais precisa, é preciso ir ao extremo norte da Gronelândia, "onde se registaram 6,2ºC no domingo", acrescentou Kapikian. "É um valor excecional, cerca de 30ºC acima do que é normal para a época, mesmo 35ºC dada esta medida tão precisa", acentuou. É este um episódio excecional? Sim, mas nem tanto, respondem os cientistas.

"Temperaturas positivas no Polo Norte no inverno foram registadas quatro vezes entre 1980 e 2010 (...). Mas agora ocorreram em quatro dos últimos cinco invernos", disse à AFP o climatologista Robert Graham, do Instituto Polar Norueguês.

"Tivemos um inverno excecional no Ártico, o precedente também já tinha sido e não arriscamos muito se dissermos que o próximo também vai ser (...). É o aquecimento do Ártico", reforçou Etienne Kapikian.

 

Fonte: Sapo Lifestyle

 

 

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publicado às 09:56

PROCURAM-SE IDEIAS PARA ENFRENTAR AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

por Mäyjo, em 25.07.17

Warka Water

O Climate Action Challenge é uma competição que convida designers de todo o mundo a apresentarem propostas inovadoras que possam ajudar as pessoas a adaptarem-se às alterações climáticas. O concurso foi lançado na conferência anual da What Design Can Do (WDCD) em Amesterdão, uma plataforma criada em 2011 para mostrar que o design pode ser um catalisador de mudanças e uma maneira de abordar as questões sociais da actualidade.

 

“O tema da nossa conferência este ano foram as alterações climáticas”, explica o fundador da WDCD, Richard van der Laken, no vídeo de apresentação desta iniciativa. Contando com o apoio da Fundação Autodesk, que ajuda as organizações que usam o design para criar um impacto social e ambiental positivo, e da Fundação IKEA, a filial filantrópica da marca sueca de mobiliário, o Climate Action Challenge pretende encontrar soluções inovadoras para um dos mais graves problemas com que se debate o mundo. O desafio centra-se em particular em regiões mais vulneráveis e no auxílio a comunidades mais pobres e que mais sofrem com o fenómeno das alterações climáticas.

No referido vídeo, produzido pela revista de design e arquitectura Dezeen, é possível ver alguns dos projectos apoiados pela Autodesk Foundation, como o Warka Water, uma torre em bambu que consegue captar o vapor de água atmosférico e transformá-lo em água potável, tornando-se num importante motor de mudança nas vidas de comunidades que se debatem com a escassez de água, como é o caso das aldeias do norte da Etiópia. 

Os vencedores do Climate Action Challenge serão seleccionados por um júri internacional, partilhando um prémio no valor de € 900.000, que inclui um orçamento de produção e um programa de aceleração que ajudará os designers no desenvolvimento de suas propostas. A competição está aberta a profissionais, start ups e estudantes. Os participantes têm até 21 de Agosto para enviar suas ideias para o site What Design Can Do.

Foto: Warka Water

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publicado às 06:29

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS AMEAÇAM AVANÇOS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS NA SAÚDE MUNDIAL

por Mäyjo, em 24.07.17

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As alterações climáticas ameaçam destruir os progressos feitos ao nível da saúde mundial nos últimos 50 anos. A conclusão é de um novo estudo da Lancet e da London’s Global University (UCL), apoiado pela Organização Mundial da Saúde.

 

“Encaramos as alterações climáticas como um grande problema de saúde e esta situação é frequentemente negligenciada pela esfera política”, afirma Anthony Costello, director do Instituto de Saúde Global da UCL e vice-presidente da comissão de especialistas que elaborou o estudo, cita o Guardian.

A análise conclui ainda que os benefícios para a saúde resultantes da diminuição do uso de combustíveis fósseis são tão grandes que travar o aquecimento global é também uma grande oportunidade para melhorar a saúde da população mundial do século XXI.

“A nossa trajectória corrente, que aponta para 4°C de aquecimento, é algo que queremos evitar e que pode ter potenciais efeitos catastróficos para a saúde e sobrevivência humana e que poderá aniquilar todos os esforços feitos no último meio século para melhorar a saúde mundial”, indica o investigador.

A investigação, bastante abrangente, estabelece os riscos directos para a saúde, como ondas de calor, secas e inundações, mas também os riscos indiretos, decorrentes da poluição atmosférica, propagação de doenças, fome e doenças mentais.

Entre as principais recomendações da comissão responsável pelo estudo está o abandono da energia fóssil, especialmente do carvão, responsável por milhões de mortes anuais prematuras através da poluição atmosférica. O documento indica ainda que a principal barreira à transição para uma energia de baixo carbono – e respectivos benefícios inerentes para a saúde – são os interesses políticos e não a falta de financiamento ou tecnologia.

Foto: aaardvaark / Creative Commons  

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publicado às 12:04

PAGAMOS PARA QUE NÃO CORTEM AS ÁRVORES

por Mäyjo, em 11.07.17

Florestas do Uganda

Um estudo realizado no Uganda e cujos resultados foram publicados esta semana na revista Science, indica que pequenos incentivos financeiros podem ajudar a reduzir o desmatamento para metade, um problema que afecta particularmente os países em desenvolvimento, com graves consequências para as florestas, importantes reservas de carbono (CO2). Segundo os investigadores, esta pode ser também uma forma muito económica de ajudar a atingir as metas do Acordo de Paris.

 

No Uganda, como em outros países em desenvolvimento, a redução da pobreza e os esforços de conservação ambiental coincidem, mas por vezes também podem representar interesses em conflito. É o caso. As florestas do Uganda são o habitat dos chimpanzés em perigo de extinção. Mas entre 2005 e 2011, este país assistiu a uma das mais altas taxas de desmatamento no mundo, com perdas de 2,7% da área florestal por ano. Acontece que cerca de 70% das florestas estão em terras privadas, frequentemente detidas por proprietários pobres que tendem a cortar árvores a taxas ainda mais elevadas. Tudo porque a madeira tem grande valor para serrações e para transformação em carvão. Depois, a terra limpa também pode transformar-se em terrenos agrícolas e ser uma nova fonte de rendimento.

“É crítico descobrirmos como lidar com as alterações climáticas”, diz Seema Jayachandran, economista da Northwestern University, nos EUA. “Concentramos-nos na maioria das vezes em programas ambientais para combater o aquecimento global no nossos países, o que é importante, mas esquecemos o grande potencial dos países em desenvolvimento”, diz a co-autora do estudo realizado em parceria com Joost de Laat, especialista em pobreza da ONG holandesa Porticus.

Esta economista alerta para o facto de que há muitas áreas e regiões do mundo em desenvolvimento que podem ser preservados e que nestes locais as medidas de conservação são muito mais baratas para obter resultados comparáveis ​​aos das acções implementadas num país rico. Para testar essa ideia, uniram-se à ONG americana Innovations for Poverty Action e à Sanctuary and Wildlife Conservation Trust (organização para a protecção dos chimpanzés) e a especialistas da Universidade de Stanford, na Califórnia. Em conjunto, seleccionaram aleatoriamente proprietários de terrenos florestais de 121 aldeias do Uganda e dividiram-nos em dois grupos. Ao primeiro ofereceram o equivalente a 28 USD por ano e por hectare de floresta com o objectivo de deixarem intactas as terras durante dois anos. Enquanto o outro grupo de moradores das aldeias continuou a gerir os seus terrenos como de costume.

No final da experiência, utilizaram imagens de satélite de alta definição, com capacidade de mostrar ao detalhe cada árvore, para comparar as terras dos dois grupos. Os resultados foram conclusivos: o grupo que recebeu dinheiro tinha mais 5,5 hectares de floresta do que o grupo que não havia recebido qualquer incentivo. No total, esta área equivale a menos 3.000 toneladas de CO2 emitido para a atmosfera e a um custo de apenas 0,46 USD por tonelada nos dois anos de duração da experiência.

“Este é o primeiro estudo experimental do género e serve para mostrar não só a eficácia desta abordagem, mas também seu baixo custo”, diz Annie Duflo, da Innovations for Poverty Action. Segundo a responsável pela ONG, esta experiência será importante para orientar futuros programas de conservação nos países em desenvolvimento, “para melhor combater as alterações climáticas, protegendo habitats ameaçados e ajudar os agricultores pobres.”

Foto: Creative Commons

 

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publicado às 06:18


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