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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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PNUMA lista 6 fatos sobre coronavírus e meio ambiente

Mäyjo, 16.05.20

Foto- Unplash.jpgFoto- Unplash

 

Sabias que cerca de 60% das doenças infeciosas humanas e 75% das doenças infeciosas emergentes são zoonóticas, ou seja, transmitidas através de animais?

Alguns exemplos recentes são o ébola, a gripe aviária, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), o Vírus Nipah, a Febre do Vale Rift, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), a Febre do Nilo Ocidental, o vírus zika e, agora, o coronavírus – todos ligados à atividade humana.

O surto de ébola na África Ocidental é resultado de perdas florestais que levaram a vida selvagem a aproximar-se das povoações; a gripe aviária está relacionada com criação intensiva de aves e o vírus Nipah surgiu devido à intensificação da suinocultura e à produção de frutas na Malásia.

Cientistas e especialistas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estão a reunir os dados científicos mais recentes sobre a COVID-19 – tanto o que se sabe quanto o que não se sabe.

Embora a origem do surto e o seu caminho de propagação ainda não estejam claros, existem seis pontos importantes que vale a pena conhecer:

1- A interação de seres humanos ou rebanhos com animais selvagens pode nos expor à disseminação de possíveis patógenos. Para muitas zoonoses, os rebanhos servem de ponte epidemiológica entre a vida selvagem e as doenças humanas.

2- Os fatores determinantes do surgimento de zoonoses são as transformações do meio ambiente – geralmente resultado das atividades humanas, que vão desde a alteração no uso da terra até às mudanças climáticas; das mudanças nos hospedeiros animais e humanos aos patógenos em constante evolução para explorar novos hospedeiros.

3- As doenças associadas aos morcegos surgiram devido à perda de habitat por conta da desflorestação e da expansão agrícola. Esses mamíferos desempenham papéis importantes nos ecossistemas, sendo polinizadores noturnos e predadores de insetos.

4- A integridade do ecossistema evidencia a saúde e o desenvolvimento humano. As mudanças ambientais induzidas pelo homem modificam a estrutura populacional da vida selvagem e reduzem a biodiversidade, resultando em condições ambientais que favorecem determinados hospedeiros, vetores e/ou patógenos.

5- A pureza do ecossistema também ajuda a controlar as doenças, apoiando a diversidade biológica e dificultando a dispersão, o aumento e o domínio dos patógenos.

6- É impossível prever de onde, ou quando, virá o próximo surto. Temos cada vez mais evidências sugerindo que esses surtos ou epidemias podem se tornar mais frequentes à medida que o clima continua a mudar.

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“Nunca tivemos tantas oportunidades para as doenças passarem de animais selvagens e domésticos para pessoas”, disse a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“A perda contínua dos espaços naturais nos aproximou demasiadamente de animais e plantas que abrigam doenças que podem ser transmitidas para os seres humanos.”

A equipe do PNUMA está trabalhando continuamente nessas questões. As informações compartilhadas pela Divisão de Ciência estão disponíveis online com informações adicionais, incluindo uma lista de perguntas ainda não respondidas.

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“Nunca tivemos tantas oportunidades para as doenças passarem de animais selvagens e domésticos para pessoas”, disse a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“A perda contínua dos espaços naturais nos aproximou demasiadamente de animais e plantas que abrigam doenças que podem ser transmitidas para os seres humanos.”

A equipe do PNUMA está trabalhando continuamente nessas questões. As informações compartilhadas pela Divisão de Ciência estão disponíveis online com informações adicionais, incluindo uma lista de perguntas ainda não respondidas.

 

Este foi o tema do relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), de dia 8 de abril de 2020.

 

As alterações climáticas e novas doenças em Portugal

Mäyjo, 13.05.20

Devido às alterações climáticas, os mosquitos que transmitem dengue, zika e febre amarela podem trazer estas doenças para Portugal, pois podem disseminar-se, dentro de uma década, pelo sul da Europa, onde se incluiu o nosso País.

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Esta é a conclusão de um estudo universitário do Imperial College London e da Universidade de Telavive, publicado a 1 de maio na revista científica “Nature Communications”.

De acordo com os resultados, entre 1950 e 2000, o mundo tornou-se 1,5 por cento (a cada década) mais apropriado ao desenvolvimento destes mosquitos. Prevê-se que esta tendência aumente para 3,2 a 4,4 por cento, por década, até 2050. 

7fdb876fc28cbff81ac99253d490eba3.pngAs previsões

Isto sucede por causa do aumento da temperatura e da mudança dos padrões de precipitação, que fazem aumentar as áreas em que os mosquitos da espécie “Aedes aegypti” podem viver. Nesses sítios inclui-se Portugal, Espanha, Grécia ou Turquia, além de países como China e Estados Unidos da América.

Kris Murray, do Instituto Grantham — Alterações Climáticas e Meio Ambiente, do Imperial College, explica que “este trabalho ajuda a revelar os possíveis custos, a longo prazo, de não reduzirmos agora as emissões de gases com efeito de estufa”.

De acordo com o investigador, os resultados do estudo mostram especificamente que os mosquitos já beneficiaram das recentes alterações climáticas, sentidas em todo o mundo, e que estão a aumentar o seu raio de ação – que só vai desacelerar caso haja diminuições significativas nas emissões de gases tóxicos. Os mosquitos em causa provocam outras doenças e estão já a aumentar o seu habitat e a provocar “surtos generalizados e repetidos”.

Relação entre a destruição da natureza e as pandemias

Mäyjo, 28.04.20

Quanto mais se destruir a natureza e poluir o planeta, mais pandemias vão aparecer.

Facto: 75% das doenças infecciosas emergentes são transmitidas através de animais (zoonoses): gripe aviária, gripe suína, febre aftosa do consumo de leite não pausterizado de vaca contaminada, zika, ebola, coronas, doenças de ratos, morcegos e etc...

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) listou alguns factos ambientais que favorecem o controlo, ou a disseminação, de novos patógenos na sociedade e explica que a biodiversidade ajuda a controlar doenças zoonóticas:  
 Desflorestação e mudanças no uso do solo afetam a estrutura populacional da vida selvagem;
 Ao perder habitat e reduzir a biodiversidade, alguns patógenos presentes em animais selvagens, rebanhos ou animais domésticos atingem seres humanos;
 O comércio ilegal e irregular de animais selvagens favorece a disseminação de novos vírus na sociedade;
 A intensa produção pecuária favorece o surgimento de novos vírus;
 O uso de antibióticos na pecuária gera resistência antimicrobiana;
 As mudanças climáticas também favorecem o surgimento de novos patógenos na sociedade.

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Fonte: Árvore: Ser tecnológico

 

 

 

Sabes o que é o Permafrost?

Mäyjo, 27.04.20

Dá-se o nome de "Permafrost" ao tipo de solo que se encontra no Ártico, ou nas regiões mais setentrionais do globo.

É composto por terra, gelo e rochas permanentemente congelados (do inglês perma = permanente, e frost = congelado, ou seja: solo permanentemente congelado).

Esta camada é recoberta por uma camada de gelo e neve que, no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais, mas durante o verão derrete e fica apenas com 0,5 a 2 metros de espessura. O solo transforma-se numa superfície pantanosa, pois o solo congelado não consegue absorver a água.

Nestas regiões quase não há árvores, ou são muito raras, predomina a tundra.  

Além destas carcterísticas, estas regiões congelas encerram muitos vírus e bactérias no seu interior. Quando a temperatura sobe e o gelo derrete, por exemplo, devido ao aquecimento global, isso pode despertar vírus e bactérias que habitam nesses lugares inóspitos.

Assiste ao vídeo e fica a conhecer o que pode ser uma consequência do aquecimento global que ainda não é muito falada.


Vem comigo ver o que a ciência sabe até agora sobre esse assunto.